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Isabella - A Caça do Monstro (Fanfic)

CONTO BASEADO NO LIVRO FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY EM CINCO CAPITULOS



              DE VOLTA À GENEBRA 

                         
                        1 Capítulo  


A Família Von Neumann acabara de se mudar para Genebra, próximo da floresta de Ingolstadt, nos Alpes suíços. A casa em que viveriam era uma imensa propriedade nas encostas do monte Mont Blanc, e fica de frente para um exuberante lago de águas límpidas verdes. Esta propriedade tem um ar obscuro e melancólico em sua fachada, talvez se deve pela distância que fica da cidade, e por estar situada próximo da floresta de Ingolstadt; mas esse detalhe não diminui o charme e beleza de sua arquitetura gótica, embelezada pelos vitrais coloridos das janelas em estilo romântico, e a fachada da porta principal é adornada por gárgulas assustadoras que mais parecem espíritos infernais dando às boas vindas ao príncipe infernal. Mas ali não era a morada dos anjos caídos. Ao contrário, era uma propriedade antiga em estilo gótico que predominava a arte do romântico indo de encontro ao barroco. Esse sombrio lugar, seria o novo lar da família Von Neumann.  

Sir Anthony Von Neumann, fôra anos atrás um importante capitão da Marinha mercante Inglesa em seu país de origem: A Inglaterra. E por lá mesmo, havia conhecido sua esposa, Mrs. Elisabeth Von Neumann Gayle, de origem suíça, que antes de falecer lhe concebera duas graças de filhas: A doce caçula Catherine, apelidada carinhosamente de Cathy, e a indomável Isabella, que estava noiva do Lorde Antoine Ricci, um importante magistrado Francês e herdeiro de uma fortuna incalculável herdada pelo falecimento de seu pai, o Conde de Ricci. Sir Anthony forçosamente concedeu a mão de sua filha Isabel para o Lorde Ricci, um noivado firmado em solo francês, quando a família Von Neumann passava férias em Marselha na casa de Lorde Ricci, cujo pai era muito amigo de Sir Anthony, as bodas do noivado foram selados entre os dois cavalheiros. A jovem Isabella detestava Lorde Ricci, e só o aceitara como noivo por causa da imposição ferrenha de seu pai, ela achava-o frívolo demais e sem grandes atrativos, sendo ele um homem bastante instruído e educado nos melhores colégios de Paris. Mesmo Lorde Ricci não sendo um homem grácil, sua inteligência como magistrado na corte, tornava-o um homem de natureza forte e muito desejado pelo mulherio sequioso pra casar. Mas Lorde Ricci tinha apenas olhos para sua amada, Isabella. Ele a amava, não importava a alma selvática que Isabella possuía em seu espírito. No entanto, ela não o amava, ao contrário, fazia questão de mostrar sua aversão por ele. As meninas Von Neumann foram educadas por uma precipitora, a bondosa Frau Josephine, uma senhora na faixa dos cinquenta anos, ela adorava as meninas como se fossem suas filhas, e sempre dava bons conselhos para a primogênita Isabel, por ser a filha mais indomável do Capitão Anthony.  

Isabella é uma jovem de espírito bravo, e  gostos selváticos. Desde pequena, ela sempre gostou de caça, e apreciava olhar os pássaros voando no céu, e Sir Anthony sempre a levava para seus passeios de caça nas florestas. Isabella cresceu em meio a natureza, e sua teimosia crescera junto com ela. Sir Anthony proibiu a filha de caçar sozinha nas florestas silvestres, mas Isabel era muito obstinada para obedecer o pai, e tinha uma excelente pontaria ao manejar a carabina. Em raras situações desobedeceu o pai, e este lhe imputou severo castigo: Um mês sem sair de casa. Isso deixou a menina Isabel aborrecida e confinada em seu quarto. Aos dezenove anos de idade, só lhe restava uma última perspectiva de vida: Um matrimônio ao lado de Lorde Ricci.
  
Mas a família Von Neumann tinha um novo endereço em Genebra. Sir Anthony voltou para o lugar onde sua adorada esposa nasceu, e após se aposentar da Marinha Inglesa, resolveu se mudar com a família para os alpes suíços. E, lá estava a família de Sir Anthony de frente para a nova moradia. Isabel esboçou um sorriso ao vê a extensão da propriedade cercada por árvores e um imenso jardim que sumia pelos confins escuros da floresta. Imaginou-se caçando e dando tiros com sua carabina naquela floresta. A caçula Cathy comprimiu os lábios de medo ao olhar os relevos assustadores da casa, e enterrou o rosto no abraço de Frau Josephine que a consolou. Com pose de homem fidedigno, Sir Anthony admirava com esmero a arquitetura da casa.

 Ele apreciava e entendia de arte. Era um amante das artes e cultura. A prova disso, é que ele trouxera consigo seus livros para a nova biblioteca da casa, entre seus autores prediletos estavam os célebres: Dante, Shakespeare, John Milton e Platão, e algumas obras de arte em pintura, destaque para Anunciação de Sandro Botticelli uma fabulosa cópia do original que se encontra na galleria degli Uffizi, em Florença, Itália. Não demorou muito para a família se instalar no novo endereço, e conhecer os serviços da criadagem que foram contratados para trabalhar na casa do capitão. Durante o jantar que fôra servido pontualmente às oito da noite ao tilintar do pêndulo do relógio, marcando a hora certa do jantar da família Von Neumann. Frau Josephine tornou-se a governanta da nova casa da família, além de seus trabalhos como preceptora das meninas Neumann, ela fez questão de continuar trabalhando no ensino dado à elas. 
Enquanto eles jantavam, tendo às suas vistas os criados perfeitamente em ordem e aptos para servi-los, Frau Josephine dava os últimos retoques nos aposentos das meninas com a ajuda de uma criada de quarto. 

Adoráveis filhas, o que acharam de sua nova casa? Quis saber Sir Anthony.  
É grande e assustadora, meu pai. Respondera Cathy. 
Querida, não pense assim. Aqui viveu uma família que foi muito feliz, só foram embora daqui, por causa que eram proprietários de vinícolas no sul da Itália. Eles precisavam cuidar de suas vastas terras Disse o pai. 
Meu caro pai, eu me refiro à arquitetura da casa. Não agradou-me tanto. Falou Cathy timidamente. 
Oh! Querida! Não tenha receio da casa. Isto é apenas arte gótica. Sei que vai gostar daqui. Retrucou-lhe o pai. Isabel comia de cabeça baixa, e ouvia atentamente a conversa entre o pai e a irmã caçula, até sua atenção ser requerida por ele. 
E você, Isabel, gostou da casa? Perguntou-lhe Sir Anthony olhando para a sua filha primogênita. 
Sim. É uma bela casa. Notei que há uma floresta escura por aqui... Ela disse erguendo a visão ao falar com o pai. 
Fico feliz que tenha gostado. Isabel, peço-te que não ande sozinha por essa floresta. Enfatizou Sir Anthony sério. 
Porquê? Indagou Isabel limpando o canto da boca com o lenço e colocando-o em seguida sob o colo. 
Os criados e a vizinhança de outros vilarejos informaram-me a respeito de uma criatura vil que vive nesses confins dessa floresta. Retorquiu Sir Anthony. 
Meu pai, ouso discordar do senhor. Isso é impossível! Que tipo de criatura viveria em uma floresta silvestre? Falou Isabel chocada com a notícia. 
Senhora Greta, por favor, conte á minha filha o que me disse no outro dia. Pediu cordialmente Sir Anthony. A velha criada aproximou-se da cadeira central do patrão, entrelaçou as mãos roliças e começou a contar o que sabia a respeito da tal criatura vil que habitava aquelas florestas sombrias. 
Miss Isabel Ela disse O que tenho para lhe contar é assustador, então peço ao senhor Anthony que tire a menina Cathy do jantar. Cathy olhara para o pai com um olhar suplicante, ela parecia não querer ouvir o que a criada tinha para dizer. Decidido, Sir Anthony retrucou que Cathy ficaria na sala para também ouvir seu relato. Ela fica. Continue por favor. 
Faz uns dez anos atrás, vivia os Frankenstein, uma família muito feliz que moravam naquela propriedade acima da colina. Dizem que o filho mais velho do Senhor Frankenstein, o jovem Victor Frankenstein, ficou louco porque alegava na época que tinha criado um monstro à semelhança do próprio Lúcifer Ela disse, fazendo em seguida o sinal da cruz em torno do rosto, Isabel estava concentrada nas palavras da velha criada, sua irmã mantinha os olhos trêmulos pregados na sopa do prato, enquanto Sir Anthony ouvia atentamente o que a criada dizia. Este pobre jovem não só ficou louco, como também alegara na época, que este mesmo ser vil havia assassinado toda sua família, inclusive sua bela noiva, Elizabeth. Victor o criara a partir de restos mortais de outros cadáveres e lhe deu o sopro de vida, através de suas bem sucedidas pesquisas científicas sobre a vida humana. Mas este ser que ele criara, revoltou-se contra o seu criador, e resolveu se vingar dele. até esse ponto da história, nenhum cidadão vivo daquela época sabe o motivo que levou esse monstro à perseguir o pobre Victor, a não ser ele mesmo, o próprio autor de sua desgraça! Contou-lhes a velha Greta. 
E como a senhora sabe de toda essa história? Perguntou Isabel instigada pelo terror dessa triste história do jovem Victor Frankenstein. 
Eu sei, porque o juiz que trabalhava na corte daquela época, relembra que esse foi o relato do jovem rapaz que parecia transtornado e sedento para ir atrás desse monstro. Mas esse cético magistrado deixou bem claro nos autos processuais, que Victor encontrava-se com problemas de sanidade mental, e que as mortes de sua família foi um acontecimento de ordem natural, e que não havia monstros em Genebra. Isso foi o que este juiz revelou naquela época, há dez anos atrás. Retorquiu a criada. 
Entendi, mas há outras pessoas que já viram esse tal monstro? Indagou Isabel quase convencida da existência dessa criatura. 
Sim. Um camponês viu esse monstro próximo de sua casa, e desmaiou de medo ao vê-lo de perto... 
Mon dieu! Como é ele? Quis saber Isabel estranhamente fascinada com aquela história. 
Senhorita, esse pobre camponês relatou às autoridades locais que esse monstro era grande, veloz, e tinha enormes cabelos lisos de um preto lustroso, e um olhar demoníaco na face horrenda. Falou-lhe a velha criada. Sir Anthony não parecia atemorizado com esta história, mas a jovem Cathy estava visivelmente aterrorizada. 
Obrigada, senhora Greta. Essa história é o suficiente para desencorajar qualquer tentativa das minhas filhas em se aventurar nestas florestas obscuras. Não acha, Isabel? Enfatizou Sir Anthony fitando a filha com um olhar severo.  
As balas da minha carabina podem dar conta desse tal monstro... Comentou Isabel em tom de ironia. 
Isabella! Já chega! Exclamou o pai cheio de autoridade na voz grave Todos desta casa estão proibidos de irem à essa floresta, principalmente, minhas filhas. Estamos entendidos, Isabel? Sim, papai. Respondeu-lhe Isabel obediente.
  
Sir Anthony saiu da mesa junto com Cathy que tremia de medo ao ouvir toda àquela história arrepilante. Isabel fingia ainda tomar a sopa, enquanto observava o pai e a irmã de esguelha, subindo os degraus da escada, e ouvia os últimos estalos dos passos deles sumindo no andar de cima. Ela teve certeza de que eles recolheram-se em seus aposentos. Com a rapidez de uma águia, Isabel levantou-se da mesa e foi atrás da criada na cozinha. 

Greta! Chamou baixinho a jovem. A velha criada virou-se para olhar a filha do patrão à sua procura. Miss Isabel, o que fazes aqui?! Perguntou a criada pondo as duas mãos na cintura. 
Preciso lhe perguntar uma coisa. Disse ela. 
Pergunte. respondeu Greta. 
Esse monstro que a senhora acabou de falar durante o jantar, ele é um homem ou um monstro mesmo? Indagou Isabel cheia de curiosidade. 
Mãe de Deus! A senhorita não ouviu seu pai? Falou a velha criada impaciente. 
Sim, mas por favor, só responda isso, eu juro que não vou mais perturbá-la com esse assunto! Disse Isabel em voz de súplica. A velha Greta olhou desconfiada para os lados da cozinha, e correu para fechar a porta, Em seguida, tomou-lhe as mãos delicadas da jovem Isabel e segredou-lhe: Ele é um homem, mas possui a aparência de um monstro e demônio, segundo o relato desse pobre camponês. 
A senhora por acaso, já viu o demônio? Quis saber a jovem. Não. Deus me livre! É apenas a maneira de falar menina! Sibilou Greta fazendo novamente o sinal da cruz. 
Pelo que entendi, esse tal monstro Frankenstein, é apenas um homem deformado, só isso. Falou a jovem com um ar desinteressado. 
Miss Isabel, a senhorita nem tente  entrar naquela floresta, sei que é uma pavoazinha com as garras afiadas, és muito rebelde para com Sir Anthony. Se eu descobrir que você entrou lá, eu conto tudo para o seu pai, viu? Ameaçou-a a velha Greta com um olhar repreensivo, Isabel dissimilou perfeitamente na frente da velha criada.  
Greta, eu jamais entraria lá! É apenas curiosidade minha, além do mais, papai me proibiu de caçar, veja só! Retrucou ela sorrindo, enquanto Greta fitava-a seriamente. 
É senhora Greta! Meu bom Deus! Não ensinaram bons costumes nas escolas inglesas pra você, Miss Isabel?! Indagou Greta preocupada, enquanto Isabel pôs a rir. Nesse ínterim, as portas da cozinha foram escancaradas pela presença de Frau Josephine, que manteve-se ereta feito uma bailarina, olhando as duas conversando. 
O que se passa aqui nesta cozinha? Exigiu saber a governanta. 
Frau Josephine, miss Isabel veio ter comigo aqui, para saber a receita da sopa do jantar... Dissimulou a velha criada, acobertando o verdadeiro motivo da jovem estar ali. Rapidamente, Isabel concordou com as palavras da criada. 
É isso mesmo, Frau Josephine. Eu queria muito aprender essa receita saborosa, e por isso, vim até aqui. Respondeu a jovem. 
Sei, e as duas trocam receitas com as portas fechadas? Perguntou Frau Josephine desconfiada com elas. 
Frau Josephine, fechei a porta com medo do Sir Anthony vir até aqui, e não gostar disso... Isabel interpelou a criada Eu pedi à ela para fechar as portas. Frau Josephine, a senhora sabe como o papai é rigoroso demais comigo... murmurou a jovem. 
Miss Isabel, não fale assim de seu pai! Se vocês duas estiverem aprontando alguma coisa, Sir Anthony não vai gostar. Estou de olho nas duas! Venha, miss Isabel! Advertiu Frau Josephine apontando para a velha criada e Isabel. E saiu resmungando com Isabel. 

"Onde já se viu uma filha de um Sir inglês, metida na cozinha! Isso é para os criados! A senhorita será esposa de um lorde." 

A jovem Isabel recolhera-se em seu quarto, após terminar suas lições e fingir que lia a bíblia na frente de Frau Josephine. Todos os membros da família Von Neumann descansavam em sua primeira noite na casa nova, sob a névoa fria da escuridão e cercados pelos paredões do monte Mont Blanc. Mas havia alguém na casa que não dormira. Isabel continuava acordada, e andava de um lado para o outro, e colocou os longos cabelos castanhos de um lado só do ombro, estava pensativa acerca daquela história do monstro Frankenstein. E, se ele realmente existisse, estaria vivendo naquela floresta obscura?  Essa pergunta ricocheteava em sua mente com tanta força, que a impulsionou para caçá-lo na floresta, mas de repente, lembrou-se da dura advertência do seu pai e da criada Greta, e da severa desconfiança de Frau Josephine. Pisar na floresta seria uma afronta e desobediência ao seu pai, e o pior, voltar a usar a carabina deixaria-o irritado. 
 "Oh! Não! Por mais que minha instigação seja forte, não posso desobedecer meu adorável pai, isso seria uma grave afronta contra ele!"

 Isabel continuava imersa em seus pensamentos, ao mesmo tempo sentia-se impulsionada para caçá-lo e com vontade de recuar da tal idéia, pois não desejava desobedecer o seu pai. Ela andava impaciente de um lado para o outro no quarto, e olhou em direção às cortinas brancas transparentes que esvoaçavam sob a forte ventania trazida pelas correntes de ar. Isabel abriu as cortinas e pôs a olhar a bruma sinistra que atravessava a paisagem das montanhas numa espécie de mau presságio, e fixou o olhar na sombria floresta que circundava sua propriedade.

 Uma ventania forte entrou no quarto esvoaçando sua cabeleira, as cortinas e sua camisola. Ela sentia o vento gélido percorrendo seu corpo inteiro, e pela transparecia da camisola que usava, os seios redondos mantinha-se à mostra. Isabel sentia-se perigosamente atraída pela súbita idéia de caçar o monstro Frankenstein no interior da floresta, ao longe, ouviu um uivo estridor e ressoante que vinha da floresta, fazendo seu coração estremecer de pavor, ela imaginara que talvez seria a matilha de lobos silvestres que habitavam aquela floresta, ou mesmo o grito agonizante do demônio ao ser expulso dos céus. Isabel fechou as cortinas, apertou o robe contra o corpo e havia decidido o que fazer. Ela tomou a decisão de ir caçar o monstro na floresta, mesmo que isso implicasse na raiva que o seu pai iria sentir dela, mas não ia desistir tão fácil assim dessa idéia. Isabel daria um jeito de penetrar na floresta, sem que sua família e os criados desconfiassem. Ela abriu a tampa do baú de carvalho, e tirou o pano que envolvia a carabina e os cartuchos de bala; com a destreza de um atirador profissional, Isabel destravou o fuzil e injetou as balas em seu interior. Ela tinha plena habilidade com a caça, e uma boa pontaria com a arma, aprendera com o pai, que sempre fôra um exímio caçador quando morava em sua antiga propriedade nos arredores de Norwich, Inglaterra. 
Isabel estava com a arma em mãos, e uma decisão tomada, na manhã seguinte, iria à procura do monstro que tanto seduzia sua vaidade de caçadora. 


              Foto: pixabay


                  

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